| CULTURAL Ópera na UFRJ apresenta "Così fan tutte", de Mozart JEAN SOUZA - ASSESSOR DE IMPRENSA DO GABINETE DO REITOR dmvi@reitoria.ufrj.br
Cantada em italiano e com legendas em português, a ópera seguirá em temporada itinerante, com apresentações nos Teatros Municipais de Niterói, Petrópolis e Campos dos Goytacazes, facilitando amplo acesso da população fluminense a esse gênero musical que tem despertado cada vez mais interesse. “É o melhor texto da trilogia de Mozart e Da Ponte (juntamente com As Bodas de Fígaro e Don Giovanni), o mais à frente do seu tempo. Picante, amoral, olha de maneira muito sórdida para as relações humanas, muito dentro da linha do século XVIII”, diz André Heller-Lopes. “Temos costume de olhar o passado com os olhos do XIX, uma época muito mais puritana, vitoriana, enquanto que o XVIII tem outro tipo de linguagem. Outra coisa que me chama atenção é que essa é uma ópera de conjunto, todos os seis personagens são igualmente importantes”, afirma. A obra
Così fan tutte é uma das melhores óperas bufas e traz a magistral criação de Mozart na tradução musical das contradições amorosas da alma humana. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas - as irmãs Fiordiligi e Dorabella - nunca os trairiam. Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro, e quando estão prestes a concretizar um falso casamento, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais se reconciliam. A obra sempre provocou desconforto. Para os olhos do séc. XIX, pareciam aceitáveis homens libertinos como Don Giovanni, mas não as mulheres licenciosas que a ópera põe em cena. O enredo foi durante muito tempo considerado decadente, imoral e indigno de Mozart. Entretanto, a partir de meados do século passado, a obra vem ganhando novas leituras, sendo objeto de sucessivas montagens e atraindo cada vez mais a atenção do público. Um interesse renovado que talvez tenha muito a dizer sobre a nossa época, o que a montagem em duas versões sugere. Ópera na UFRJ É um dos mais bem sucedidos projetos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na UFRJ. Criado em 1994, congrega estudantes, docentes e técnicos da Escola de Música e da Orquestra Sinfônica da UFRJ, da Escola de Belas Artes (cenários, figurinos e caracterização) e da Escola de Comunicação (direção teatral e iluminação cênica). SERVIÇO
ENDEREÇOS SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ AUDITÓRIO HORTA BARBOSA TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI THEATRO D. PEDRO TEATRO MUNICIPAL TRIANON CRÉDITOS Solistas (versão clássica): CORO e ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ |
Publicado em: 29/06/2012 |










A ópera Così fan tutte (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, uma das 12 mais encenadas no mundo, foi a escolhida para a temporada 2012 do projeto Ópera na UFRJ. A estreia será dia 5 de julho, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música UFRJ, e a entrada é franca. Com direção musical e regência de André Cardoso e concepção e coordenação cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo, em duas versões - clássica e contemporânea -, contará com a participação de 12 solistas, coro e orquestra sinfônica da UFRJ.
É na ópera que mais se revela toda a dimensão do gênio de Mozart, que compôs vinte e duas obras, entre elas A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte, as três últimas em colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte.